18.12.09

Eu sou "Memórias Póstumas de Brás Cubas"

Ai, que saudade de fazer esses testezinhos!
"QUE LIVRO NACIONAL VOCÊ É?" me lembrou o passado no deletado "órbita", o blog que deu origem à série Lux Lunae.

Por sinal, ELA me avisou que esse sumiço um dia aconteceria. E ela nem é profetisa, apenas uma mulher de visão. Fez um favor imenso salvando do weblogger o meu blog sobre o casamento, e alertou que eu deveria fazer o mesmo como Órbita. Eu, como sempre, procrastinei e? Pois é, o weblogger sumiu com o blog Órbita e com uma parte muito bonita e significativa da minha vida. Tem coisa ali que nunca vou conseguir recuperar.
Fiquei triste, aí o Yahoo me avisou pouco tempo depois: estaria desativando o serviço do Geocities, onde eu tinha hospedado dezenas de páginas pessoais e literárias com textos, momentos marcantes da minha vida, fotos, músicas, onde organizei boa parte de minha produção literária para usar como um portfólio ou armário virtual mesmo. Ainda me animei a salvar o site da gravidez de Vinícius, que consegui acomodar no blogspot, quanto ao resto... procrastinei. Bastaria um "salvar como página de html" e eu estaria salvando também outra grande parte de minha vida na internet. Não fiz, e agora o geocities foi simbora, levando grande parte da Lux consigo.
Eu deveria estar terrivelmente triste, consternada, deprimida. Confesso que fiquei chateada sim. Mas essa perspectiva de voltar ao anonimato pré-internet... de poder digitar meu nome no google e só me ver em listas de concursos (para a maioria dos quais não passei ou não fui chamada), ah, essa perspectiva me deu de repente uma alegria! Ser alguém que não se deixa encontrar me pareceu, assim... tão fascinante nesses tempos de pouca privacidade. Vivo criticando o Edu porque ele deletou todos os 5.639.974 blogs que criou. Mas acho que, no fundo, ele tem a coragem que eu nunca tive, e precisei que servidores cruéis tivessem para realizar minha eutanásia virtual.
Agora só falta o blogger.
Então voltarei ao pó, leve, leve, como eu queria ser.
E isso me soa bem repousante.

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem."Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

(num é que sempre foi um dos meus livros preferidos?)

4.12.09

Náusea

Estou com horror de gente inteligente.
Enojei a alta literatura, a língua culta, o pensamento elaborado.
Quero gente simplória, por favor.
Quero conversar sobre o tempo, sobre a demora do ônibus, a gordura da batata frita, quero perder a piada.

Quero a natureza crua, onde eu possa me sentir animal.